Fusca: Uma Paixão Brasileira

É quase impossível conhecer alguém que nunca tenha visto, ao menos uma vez na vida, um fusca. O carro, que era produzido pela alemã Volkswagen, conquistou muitos fãs pelo mundo, tanto pelo seu desempenho e economia, quanto pelo formato peculiar, que se assemelha ao besouro.

Embora a produção do Fusca tenha acabado, mundialmente, há vários anos, ainda há pessoas que se lembram com carinho, do primeiro fusca que tiveram, ou ainda tem. Não é difícil encontrar por ai pessoas que colecionam Fuscas, ou gostem de renovar os “besouros”.

Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre esse carro que marcou a história dos automóveis no mundo, desde os seus protótipos até o encerramento de sua produção. Vamos lá?

Os Primeiros Protótipos

Os primeiros protótipos dos Fuscas em nada se pareciam com o modelo original. Surgidos no começo da década de 30, sendo bastante compacto. Foi projetado por Ferdinand Porshe, que recebeu subsídio de ninguém mais, ninguém menos que Adolf Hitler, que governou a Alemanha durante o período nazista. O Fusca nada mais era do que o carro popular alemão, onde Hitler determinou que o carro fosse acessível, que pudesse acomodar 5 pessoas (dois adultos e três crianças, uma tradicional família da Alemanha), que pudesse acomodar cerca de 3 soldados e uma metralhadora, além de ser econômico, pela baixa disponibilidade de combustível.

Porshe, juntamente com outro engenheiro, apresentou o projeto, em 1934, do automóvel popular para Hitler.

Mas Havia Problemas No Projeto Proposto

O projeto, apesar de ser nos moldes que Hitler sempre imaginou, ainda apresentava problemas.

O motor foi um dos principais empecilhos, já que acomodá-lo em um carro relativamente pequeno, com potência bastante superior não era fácil. Primeiramente, motores de dois a três cilindros foram cogitados para fazerem parte do fusca. Mas logo se percebeu que a sua potência não condizia com o que havia sido determinado, que o fusca fizesse, pelo menos, 100 quilômetros por hora.

Um motor refrigerado a ar foi à opção escolhida para que a economia de espaço no veículo fosse maior, já que o radiador já tinha sido tirado.

E assim foi, até os primeiros protótipos do Fusca original, saírem do papel e ganhar força na produção em massa.

E o Fusca Desponta Para o Sucesso

O Fusca foi um carro planejado, como já é de conhecimento, para ser utilizado popularmente, ou seja, pelo seu baixo custo e economia, vitais para a época. Apesar disso, o preço de um fusca não era exatamente tão barato. Para se ter uma ideia, a Volkswagen, em parceria com uma concessionária de uma cidade dos EUA, começou a comercializar o Fusca nesse espaço. Num período de 365 dias (um ano), ela comercializou apenas duas unidades do besouro.

Mas, fiasco a parte, o carro teve uma receptividade muito boa em diversos locais do mundo. Isso porque ele era um carro, considerado por muitos, como indestrutível. Isso porque a sua mecânica era relativamente simples, ou seja, quanto menos coisas, menores são as chances de algo der errado, de alguma peça quebrar ou parar de funcionar, enfim.

A versatilidade que o modelo apresentava foi tanta que possibilitou que a Volkswagen lançasse carros baseados em seu conceito, como a famosa Kombi, que teve longos 50 anos de produção.

Mas, voltando ao Fusca, o carro teve muitas outras derivações, sobretudo durante a Segunda Guerra Mundial, onde os carros “parentes” do Fusca podiam andar em terreno hostil, podiam ser imersos em água, enfim. Realizar várias tarefas. 

O Fusca no Brasil

No Brasil, o Fusca foi bem recebido, pela sua potência e economia de combustível.  Até hoje podemos ver, sem dificuldade, exemplares do modelo em circulação no país. São bem variados, desde os primeiros produzidos aqui até os mais novos, geralmente, de 1995.

O nome Fusca, aliás, teve origem por aqui. Antes chamado de Fuqui e Fuca, o S foi acrescentado ao nome pelos paulistas.

Em vários locais do Brasil, há encontros, regionais ou não, de pessoas que possuem um Fusca e toda uma história por trás do automóvel.

A produção no Brasil foi iniciada no ano de 1959 e terminou em 1986, sendo um sucesso absoluto, tendo entrado para a lista dos doze veículos mais vendidos da época. 

Mas, em 1993, o então presidente Itamar Franco solicita á Volkswagen o retorno de produção dos Fuscas, e fornecendo descontos aos consumidores que se interessarem por carros nacionais. São os chamados incentivos fiscais.

O problema é que as vendas ficaram muito abaixo do esperado, e, três anos mais tarde após o reinício de produção, em 1996, o carro é extinto por definitivo da linha de produção no Brasil.

O único país no mundo que ainda produzia o Fusca era o México, isso porque o uso do Fusca como táxi era muito requisitado por lá. E também foi no México que o último Fusca do mundo foi produzido. Atualmente, ele se encontra no Museu da Volkswagen, em Wolfsburg. 

O New Beatle

No ano de 1998, foi lançado, pela Volkswagen, o New Beattle, um carro com duas portas e semelhança bastante grande com o Fusca, só que com visual renovado e também mais tecnologia empregada. Nos EUA, o modelo foi bem recebido.

Mas muitos dizem que o New Beatle se associa mais com o universo feminino, e não masculino.

E, assim, em 2012, foi apresentada ao mundo a nova versão do New Beatle, mais renovada, com o objetivo de fisgar o público masculino. No Brasil, o nome New Beatle deixou de ser usado e o modelo foi nomeado como Fusca. Isso mesmo. Ou seja, o Fusca ainda está vivo no coração dos brasileiros.

No país, já o “Dia do Fusca”, que é todo dia 20 de janeiro. Nessa data, muitos aproveitam para se reunir com outros amantes do modelo para trocar ideias acerca dos carros, experiências engraçadas e também traumáticas vivenciadas com o carro, enfim.

Atualmente, ainda vimos muitos Fuscas em circulação no país. Muitos preferem o besouro a um carro atual. A mecânica simples aliada com a economia realmente foi uma combinação de sucesso. 

 

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