O Que São Pneus Verdes?

Nunca se falou tanto em preservar o meio ambiente como agora, pois essa passou a ser uma das principais prioridades do mundo. Esse sentimento verde que se espalhou por todo o planeta chegou também a indústria dos automotivos. Depois de terem trabalhado duro na evolução dos sistemas de injeção bem como da redução devido ao uso de materiais mais leves a indústria automotiva está direcionando o seu olhar para a redução do consumo de pneus.

Os pneus do futuro precisam além de oferecer segurança e conforto serem limpos e ecologicamente corretos. A indústria agora se preocupa com os pneus desde o seu fabrico até o seu descarte. A partir dessa necessidade do novo mercado ecológico foram desenvolvidos os pneus verdes.

Os Pneus Verdes

O Brasil tem observado a chegada de uma boa quantidade de pneus chamados de pneus verdes que são pneus com baixa resistência a rolagem. Podemos citar como exemplo o Fiat Mille Economy que foi o primeiro dessa nova onda ecológica a se estabelecer em nosso país. Esses pneus contribuem para que o carro consuma menos e emita menos gases de poluição o que se reflete diretamente no meio ambiente.

Para algumas pessoas pode parecer um pouco estranho imaginar que somente a troca do pneu possa realmente refletir em economia. A resposta das montadoras é de que sim o pneu verde é capaz de reduzir de forma significativa o consumo do carro. No Mille, por exemplo, de acordo com a Fiat, o pneu Brigdestone B250 estaria reduzindo o consumo em 2%. Já no VW Polo BlueMotion a redução proporcionada pelo Dunlop SP10 seria entre 4% e 5%.

Questionamentos

O pneu verde ainda é uma novidade no Brasil e por isso é normal que ainda existam questionamentos a seu respeito. Uma das questões que tem sido frequentes entre os motoristas é se a baixa resistência à rolagem não acabaria prejudicando a frenagem. Também tem a pergunta que não quer calar a respeito de se o custo do carro ficará maior com esses pneus.

Frenagem

No caso da frenagem a resposta é não, pois a tecnologia de menor resistência a rolagem foi descoberta enquanto se faziam testes para melhorar a aderência dos pneus. A sílica é o composto chave que atua nos dois campos que em princípio parecem opostos. Basicamente esse processo de baixa resistência à rolagem tem como objetivo reduzir a energia que é empreendida nesse processo.

A aderência aumenta o atrito dos pneus com o solo. A sílica atua de forma satisfatória fazendo as duas coisas. Mesmo que pareça que esse mecanismo de funcionamento é complexo saiba que não é. Antes de qualquer coisa precisamos saber que a borracha é uma cadeia longa de moléculas.

A sílica é acrescentada a borracha que passa a ter uma cadeia mais solta de maneira a reduzir a histérise que consiste basicamente na geração de calor que acontece no pneu assim que ele é flexionado. O pneu que produz menos calor é mais eficiente, exatamente por isso a aderência desses pneus com o solo nas curvas e nas frenagens se mantém igual a dos pneus convencionais.

Aproveitamento

Com base nisso concluímos que o pneu verde tem um aproveitamento melhor da energia que é produzida pelo motor o que contribui para reduzir o consumo de combustível e dessa forma reduz a emissão de poluentes. A resistência à rolagem é obtida através de redução do peso do pneu, alteração da sua estrutura e alteração dos seus compostos.

Encontrar o equilíbrio dessas três coisas pode não ser muito fácil, pois pode acontecer de se criar um pneu que seja bem leve, mas que não dure tanto pelo fato de ter menos materiais. Já o uso de compostos mais sofisticados podem fazer com que o pneu seja economicamente inviável.

O Custo do Pneu Verde

A outra pergunta que tem sido muito feita pelos motoristas é se o pneu verde irá acarretar em aumento de preço. Podemos dizer que isso é relativo uma vez que um pneu verde não precisa necessariamente ser mais caro, tudo depende de que material ele é feito. O pneu pode ter um composto mais sofisticado que se refletirá no seu preço tornando-o mais caro, porém, somente no seu lançamento uma vez que se for produzido em escala de produção o pneu passará a ter um custo mais baixo.

Um exemplo disso é o pneu do Fiat Mille que de uma geração de carros para outra teve o preço do pneu de R$ 190,00 caindo para R$ 160,00. Existe ainda a questão de que se o pneu dura mais tempo do que os convencionais passa a ter um custo menor a longo prazo já que irá demorar mais para que seja necessário comprar pneus novos. Os pneus verdes aproveitam melhor a energia produzida pelo carro de maneira que mesmo com um custo maior passem a ser mais econômicos.

O Descarte

Um pneu tem uma grande variedade de materiais como aço, poliamida, náilon entre outros que precisam ser descartados depois que ele perde a sua utilidade. Porém, mesmo com tantos materiais envolvidos já estão surgindo opções de reciclagem para transformar os pneus sem uso em objetos úteis como solados de calçados, por exemplo. Uma curiosidade é que até mesmo como asfalto e fonte de energia os pneus descartados podem ser usados.

Redução do Uso de Petróleo

Uma novidade nesse sentido tem sido desenvolvida pela Goodyear que é uma das principais fabricantes de pneu. A empresa está utilizando o composto BioTRED que substitui o petróleo por amido de milho para confeccionar parte da borracha de alguns pneus fabricados nos Estados Unidos e na Europa de maneira a acabar com a necessidade do uso do recurso não-renovável.

Decomposição

A Pirelli, outra gigante do segmento de pneus, também tem trabalhado em novidades como o composto que se decompõe mais rapidamente. Um pneu convencional demora em torno de 300 anos para se degradar completamente no ambiente enquanto esse novo pneu levaria somente 50 anos. O mais interessante é que esse material não teria nenhuma desvantagem em relação ao material usado no momento. Acredita-se que esse composto será colocado no mercado em pouco tempo.

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